Há 3 anos, no dia 8 de janeiro, o campeonato brasileiro perdia o seu maior artilheiro: Roberto Dinamite. O atacante deixou sua marca como um dos grandes nomes da história do futebol nacional e ídolo máximo dos corações vascaínos.
Cria do Vasco da Gama
O ainda Carlos Roberto de Oliveira nasceu em 13 de abril de 1954, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Em 1969, chegou às divisões de base do Vasco e três anos depois fez sua estreia na equipe profissional do cruzmaltino.
Dia 14 de novembro de 1971, pela primeira fase do Campeonato Nacional de Clubes, na Fonte Nova, Roberto entrou em campo pela primeira vez na derrota vascaína para o Bahia por 1 x 0.
Nove dias depois, em 25 de novembro, pela segunda fase do Brasileirão de 1971, marcou seu primeiro gol com a camisa do Vasco, em partida contra o Internacional, no Maracanã. Os cariocas venceram por 2 x 0 e o Jornal dos Sports eternizou na manchete: “O GAROTO-DINAMITE EXPLODIU”.

Dinamite ajudou o Vasco a conquistar seu primeiro título brasileiro em 1974 e terminou como artilheiro com 16 gols. Em 1979, transferiu-se para o Barcelona, porém, voltou a São Januário no ano seguinte e retornou de maneira brilhante.
No dia 4 de maio de 1980, no Maracanã, o Gigante da Colina receberia o Corinthians pela segunda fase do Campeonato Brasileiro, na reestreia de Roberto em casa, para um público de 107 mil pessoas.
O Timão saiu na frente com Caçapava, mas Dinamite anotou quatro vezes ainda no primeiro tempo e fez mais um na etapa complementar. Doutor Sócrates ainda descontou, mas o marcador de 5 x 2 se eternizou como o epopeico retorno do craque cruzmaltino.
Legado no Brasileirão
Ao todo, Roberto marcou 190 gols na história do Brasileirão, sendo nove deles em sua rápida passagem pela Portuguesa, no ano de 1989, ajudando a Lusa a alcançar o 7º lugar naquele certame. Dinamite é até hoje o maior goleador da história da competição.
Desde 2024, a CBF entrega para o artilheiro do Campeonato Brasileiro o troféu Roberto Dinamite. Alerrando, do Vitória, e Yuri Alberto, do Corinthians, receberam a taça em 24. Já em 2025, foi a vez de Kaio Jorge, do Cruzeiro.

